19/05/2009 - "EMPRESÁRIOS APOSTAM QUE BRASIL SAIRÁ FORTALECIDO DA CRISE, DIZ PESQUISA LIDE-FGV".
EMPRESÁRIOS APOSTAM QUE BRASIL SAIRÁ FORTALECIDO DA CRISE, DIZ PESQUISA LIDE-FGV
De acordo com levantamento, 56% dos entrevistados prevêem recuperação de seus negócios já em 2010
Os empresários estão certos de que o Brasil sairá fortalecido da crise financeira mundial, revelou hoje uma pesquisa realizada entre os 250 CEOs presentes ao seminário promovido pelo LIDE em São Paulo, que contou com a participação especial do presidente da Nestlé, Ivan Zurita. De acordo com o levantamento, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 88% dos entrevistados concordaram com a afirmação. Apenas 12% deles não demonstraram a mesma visão otimista dos demais.
No entanto, a maioria dos entrevistados (57%) acredita que a crise ainda não chegou em sua fase final. Para 56% dos CEOs, os negócios devem retomar o pico de 2008 já no ano que vem. Outros 24% preveem uma recuperação ainda este ano e, para 19%, o pico de negócios já foi retomado.
A pesquisa aponta ainda que 30% dos empresários presentes ao seminário LIDE avaliaram que os negócios estão melhores em relação a 2008. Já 34% consideraram que a situação está igual ao ano anterior e 36% afirmaram que o cenário está pior.
Sobre o LIDE: Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente são 580 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
19/05/2009 - "NESTLÉ QUER DOBRAR DE TAMANHO ATÉ 2012, DIZ IVAN ZURITA DURANTE SEMINÁRIO LIDE".
NESTLÉ QUER DOBRAR DE TAMANHO ATÉ 2012, DIZ IVAN ZURITA DURANTE SEMINÁRIO LIDE
Presidente da empresa suíça diz que estratégia é agressividade comercial e defende investimentos, mesmo em épocas de instabilidade
A Nestlé tem planos de duplicar seu tamanho até 2012. Foi o que anunciou hoje o presidente da empresa, Ivan Zurita, durante seminário promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, em São Paulo , que contou com a presença de 250 empresários. De acordo com o executivo, o foco da empresa está em projetos de agressividade comercial, além da atenção a novos segmentos de mercado. “Não se pode reduzir investimentos em épocas de turbulência”, afirmou Zurita, referindo-se à crise financeira internacional.
Para Zurita, os riscos do atual cenário são incentivos para investimentos. “Estamos encarando uma nova realidade, temos que atuar de maneira diferente. Temos que ter velocidade e a capacidade de enfrentar e gerenciar os riscos inerentes a qualquer negócio. Sem riscos, não há oportunidades”, explicou.
Nos últimos oito anos, a Nestlé dobrou o seu faturamento no Brasil e atualmente é a segunda unidade em receita em todo o mundo. Nesse período, disse Zurita, a empresa – de maneira inédita - atuou fortemente nas classes C, D e E, o que acabou provocando uma melhor distribuição do consumo. Ou seja, se antes 80% das vendas da companhia estavam concentradas em São Paulo e no Sul do País, hoje essa participação caiu para 67%. “Na região Nordeste, nossas vendas crescem o dobro da média brasileira”, afirmou o presidente da Nestlé, acrescentando que a empresa hoje já ultrapassou o faturamento de R$ 1 bilhão proveniente das classes de baixa renda.
“Até então nunca tínhamos criado um modelo para atender as classes baixas. Passamos um longo tempo estudando como funciona o dia-a-dia dessas pessoas, de forma a entender suas necessidades e oferecer produtos afins. Hoje, por exemplo, temos seis mil vendedoras porta-a-porta, porque sabemos que esses consumidores têm pouco tempo para as compras”, explicou. E acrescentou: “Queremos acelerar nossa estratégia nesse grupo, pois encontramos nele uma grande massa crítica de consumo.”
Não apenas a atuação nas classes de menor renda, mas também a regionalização ajudou no sucesso da Nestlé neste período, disse Zurita durante o seminário LIDE. “Mas não estamos falando de divisão geográfica, e sim de perfil de consumo. Se fizéssemos apenas a divisão por regiões, não entenderíamos que os consumidores de Goiás poderiam ter perfis parecidos com os da Paraíba, e isso seria desperdício de oportunidades”, disse, comemorando o fato de a empresa atualmente ter 98% de penetração nos domicílios de todo o País.
A Nestlé também vem crescendo significativamente no setor “premium”, afirmou Zurita. O potencial desse segmento, disse o executivo, permite estimar um faturamento de R$ 500 milhões em cinco anos. E a Nespresso, segundo ele, é prova disso, pois tem crescido a uma velocidade “espantosa”. Novas lojas estão sendo abertas em São Paulo – no shopping Iguatemi e na rua Oscar Freire, entre outras. Nos últimos anos, a empresa entrou em novos segmentos, como panetone, produtos à base de soja e bebidas lácteas enriquecidas. “Ao lançar um produto novo, temos que ter em mente o que agrega valor para o consumidor”.
Abertura de mercado – Durante o seminário LIDE, Ivan Zurita defendeu a abertura de mercado e acordos bilaterais como forma de fomentar as empresas brasileiras. “Se abrirmos nossas fronteiras, ninguém pode concorrer conosco. Em todas as áreas, somos altamente competitivos”, disse o presidente da Nestlé.
“O Brasil está condenado a ter sucesso. Falta apenas abrir o mercado”, avaliou Zurita, destacando os recursos naturais disponíveis do País e a imensa possibilidade de novos negócios a serem explorados. Ele citou, por exemplo, Barreiras, na Bahia, que atualmente produz algodão com a mesma qualidade do produto egípcio. “Falta apenas um porto para que possa exportar a sua produção. Isso mostra que no Brasil não faltam recursos. Eles estão disponíveis, as empresas precisam de projetos.”
A mesa debatedora do seminário contou com a presença dos presidentes da CPFL, Wilson Ferreira Jr; do Grupo Gocil, Washington Umberto Cinel; do Grupo ABC, o publicitário Nizan Guanaes; da TAM, David Barioni Neto; da Tetra Pak, Paulo Nigro; e do diretor geral do jornal O Estado de S.Paulo, Odmar Almeida Filho, e do presidente da Record/Record News, Alexandre Raposo.
Sobre o LIDE: Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente são 580 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
24/04/2009 - "ÉTICA NO LEGISLATIVO MARCA DISCUSSÕES ENTRE EMPRESÁRIOS E LIDERANÇAS POLÍTICAS".
ÉTICA NO LEGISLATIVO MARCA DISCUSSÕES ENTRE EMPRESÁRIOS E LIDERANÇAS POLÍTICAS
CEOs presentes ao 8º Fórum Empresarial cobram medidas contra irregularidades e mau uso do dinheiro público; parlamentares anunciam mudanças
Comandatuba, 19 de abril de 2009 - As denúncias de mau uso de benefícios concedidos a deputados e senadores e de verbas do Congresso entraram na pauta de discussões entre os 320 empresários associados ao Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), que participaram hoje do primeiro dia do 8º Fórum Empresarial/2º Fórum de Governadores, com ministros, governadores e parlamentares em Comandatuba, na Bahia.
A iniciativa partiu da presidente da rede Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, que cobrou das lideranças políticas presentes medidas de punição aos parlamentares envolvidos em irregularidades ou abusos e foi fortemente aplaudida pelos empresários presentes ao encontro. "Queremos que os bons parlamentares ajam para punir os maus", afirmou.
"Estamos tomando uma série de providências esclarecedoras", rebateu o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). "Reduzimos o crédito para passagens aéreas, disponibilizamos todos os gastos com verbas de gabinete. E faremos uma readequação da forma de pagamento desses benefícios, para que o dinheiro não passe pela mão do deputado ou do senador, e sim pelo Congresso", acrescentou Temer, destacando que essas medidas devem ser adotadas em até 15 dias, uma vez que o projeto tem aprovação da grande maioria dos parlamentares.
Já o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) desmentiu informações de que a Casa teria 131 diretores. "O senado nunca teve esse número de diretores, e sim 34. Mas distorções deste tipo acabam prejudicando a imagem da Casa como um todo. Vale lembrar que graças ao nosso trabalho foi possível acabar com a CPMF. E há tempos estamos investigando as organizações não-governamentais (ONGs) que recebem dinheiro público e não prestam o devido serviço à população", explicou Fortes.
Crise de desconfiança - O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, avaliou que o Brasil vive um momento atípico. "Temos um Executivo bem avaliado. Nosso presidente bateu recordes de popularidade. Temos governadores bem avaliados, assim como prefeitos na mesma condição. No entanto, Câmara, Senado, Assembléias e Câmara de Vereadores seguem o caminho contrário. Há uma crise de desconfiança", afirmou.
"O problema são os maus parlamentares que constrangem a sociedade e constrangem aqueles que querem fazer política com seriedade", acrescentou Múcio.
24/04/2009 - "PRESIDENTE DO BC ALERTA PARA OTIMISMO EXAGERADO E PEDE EQUILÍBRIO AO MERCADO.
PRESIDENTE DO BC ALERTA PARA OTIMISMO EXAGERADO E PEDE EQUILÍBRIO AO MERCADO
Para Henrique Meirelles, Brasil está no caminho da retomada do crescimento; porém, ainda não é hora de euforia
Comandatuba, 19 de abril de 2009 - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, recomendou hoje, em sua apresentação durante o 8º Fórum Empresarial/2º Fórum de Governadores, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) em Comandatuba, na Bahia, uma dose de "equilíbrio" ao mercado financeiro, em função da onda de otimismo provocada pelos recentes números da economia brasileira, que indicam que alguns setores começam a se recuperar da crise internacional. "É preciso ter confiança sem perder a noção da realidade. Não podemos nos deixar levar pelo humor do momento", afirmou Meirelles.
Durante sua apresentação feita para 700 pessoas, entre empresários, ministros, governadores e senadores, e cujo tema foi a "Sustentabilidade Econômica", Meirelles destacou números setoriais - como a recuperação da indústria automobilística, cuja produção em março voltou para os níveis pré-crise - que, segundo ele, indicam que o Brasil segue uma rota de recuperação econômica, e colocou o País em destaque em relação aos demais no enfrentamento da crise. Porém, apontou um otimismo exagerado. "Não podemos ficar eufóricos, achar que agora tudo é uma maravilha. Senão, o primeiro sinal negativo pode gerar uma nova onda de decepções", explicou.
"Já sabemos, por exemplo, que a produção no primeiro trimestre do ano não foi bem, pois estávamos saindo de um período de grande retração econômica. Esse número, porém, só será divulgado em junho. Ou seja, esse resultado, ainda que se refira a uma fase já superada, pode frustrar o mercado, se entrarmos numa onda de euforia otimista", acrescentou Meirelles.
Um diferencial da economia brasileira em relação ao resto do mundo na superação da crise é a perspectiva de estabilidade e solidez, na avaliação do presidente do BC: "O Brasil e a China são os únicos países que enfrentarão esses desafios sem desequilíbrios. Em outros tempos, quando passamos por situações semelhantes, acabávamos trocando crise externa por crise interna, com inflação ou problemas fiscais".
Para Meirelles, o que evitou uma crise sistêmica no Brasil foi o volume das reservas internacionais. Os depósitos compulsórios, no auge da crise, atingiram o patamar de US$ 259 bi. "O Brasil reagiu bem e deve sair mais rápido desta crise que a maioria dos países. E mais forte."
Juros e crédito - Em sua apresentação, Meirelles destacou que a taxa de juros (Selic) deve seguir a tendência de queda no médio prazo, mas evitou citar prazos. "A Selic já atingiu o menor nível da história", afirmou.
Uma das conseqüências dessa queda, de acordo com Meirelles, é a questão da remuneração da caderneta de poupança. "Na hora de tomar dinheiro emprestado, todos nós queremos juros baixos. Mas na hora de remunerar nosso investimento, queremos os juros mais elevados. Esse é um desafio que teremos que enfrentar. Esse assunto será pauta do Congresso Nacional", explicou o presidente do BC.
Ele confirmou que haverá mudanças nas regras da caderneta de poupança, mas o assunto ainda está em discussão pela equipe econômica. Também estão a caminho algumas medidas para estimular o crédito, como o "Cadastro Positivo", um banco de dados que reúne informações de pagamento dos consumidores e de empresas, e que pode servir de referência para que os bancos possam oferecer juros menores.
Os bancos públicos também terão papel fundamental nesse processo, disse Meirelles. Atualmente, 50% de todo o crédito no País está nas mãos dos bancos públicos. "Cabe a eles esse papel de condutor do processo de recuperação do crédito", avaliou. Outra alternativa é o leilão de dólares sem direcionamento. Semelhante aos leilões realizados para financiar o comércio exterior, neste caso os dólares adquiridos pelas instituições financeiras podem ter múltiplas aplicações, como viabilizar empréstimos para as empresas.
Todos estes itens, aliado a outros fatores - como redução da inadimplência e dos impostos - vão impulsionar a redução dos spreads bancários. "Os spreads ainda estão muito elevados e precisam cair mais. Com essas medidas, essas taxas vão cair naturalmente."
Congresso - O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), disse que a implantação do Cadastro Positivo será o primeiro passo da Casa após o destrancamento da pauta de votações, atualmente obstruída pelas Medidas Provisórias. Um acordo de líderes já foi fechado para votar, até a próxima semana, seis MPs que estão trancando a pauta.
Também serão retomadas as discussões sobre a reforma tributária, um item cobrado pelos empresários durante o evento. "É preciso equacionar os interesses dos envolvidos. O caminho já foi amplamente percorrido, mas ainda falta muito", afirmou Temer.
Já o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) mostrou pessimismo sobre o assunto. "Não acredito na reforma. Há 25 anos já se fala no assunto, sem avanços. Eu mesmo propus uma reforma que passe a vigorar a partir de 2014, para que o próximo governo, que será eleito em 2010, possa fazer a transição para essa nova realidade. Caso contrário, ficaremos nessa briga entre Norte, Nordeste e Sul", explicou.
24/04/2009 - "REMUNERAÇÃO AMBIENTAL É SAÍDA PARA PRESERVAR FLORESTAS,...
REMUNERAÇÃO AMBIENTAL É SAÍDA PARA PRESERVAR FLORESTAS, DIZ GOVERNADOR DO AMAZONAS
Eduardo Braga afirma que pobreza e falta de oportunidades contribuem com o desmatamento nas florestas
Comandatuba, 21 de abril de 2009 – A remuneração dos serviços ambientais pode ser a chave para a preservação das florestas. Essa foi a avaliação feita ontem (20) pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga, que debateu com empresários e lideranças políticas questões voltadas à “Sustentabilidade Ambiental”, tema do 8º Fórum Empresarial/2º Fórum de Governadores, encontro promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) em Comandatuba, na Bahia.
Para Eduardo Braga, a floresta amazônica não é um problema, e sim a solução. Com um investimento anual de US$ 1,1 bilhão, disse, é possível preservar os recursos naturais só com monitoramento e policiamento da região. Se considerar os investimentos sociais, que permitam à população agregar boas práticas de uso e manejo da floresta, além de criação de alternativas de geração de renda, esse valor pode chegar a US$ 5,7 bilhões.
O governador descreveu ainda ser falsa a afirmação de que a floresta amazônica seja neutra, ou seja, que consuma tudo o que produz. E criticou o fato de as florestas ficarem de fora do Protocolo de Kyoto no que se refere à remuneração por serviços se seqüestro de gás carbônico.
Eduardo Braga defendeu a conscientização das comunidades locais como forma de proteger as florestas, através da remuneração pelos serviços ambientais. “Eles precisam entender que a floresta tem muito mais valor em pé do que desmatada. Se alguém tentar, por exemplo, derrubar uma andiroba, certamente encontrará resistência por parte dessas comunidades. Muitas delas, através do nosso programa de Bolsa-Floresta, já perceberam que podem ganhar muito mais com os frutos da andiroba do que com sua madeira cortada”, explicou o governador. “A pobreza e a falta de oportunidades infelizmente contribuem com o desmatamento.”
De acordo com o governador, 98% da cobertura vegetal do Amazonas está preservada, e as áreas protegidas hoje estão em torno de 52%.
04/04/2009 - "Para Luiz Fernando Furlan, é hora de observar oportunidades no exterior.
PARA LUIZ FERNANDO FURLAN, É HORA DE OBSERVAR OPORTUNIDADES NO EXTERIOR
Presidente da Sadia defende maior presença de empresas brasileiras em outros países
São Paulo, 03 de abril de 2009 – O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, sugeriu ontem à noite aos 175 empresários presentes ao Workshop JLIDE – Jovens Líderes Empresariais, no teatro VIVO, em São Paulo, aproveitar o período de crise nos mercados financeiros internacionais e observar oportunidades de negócios fora do Brasil. “Em vários setores, isso é possível”, afirmou Furlan, que fez apresentação com o tema “Liderança nos Tempos de Escassez”. “Com essa maior participação dos empresários brasileiros em outros países, vamos consolidar a imagem do País como figura fundamental no centro das decisões econômicas”, explicou o ex-ministro do Desenvolvimento, referindo-se à reunião do G-20 em Londres, da qual participou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Furlan mostrou otimismo sobre a posição do Brasil frente à crise. “Nossas chances são melhores que a dos outros países. E hoje o Brasil é visto como parte da solução”, afirmou, acrescentando que o Brasil tem talentos para avançar seus negócios em outros países e se consolidar na liderança econômica não apenas no agronegócio, mas em diversos outros setores, como aviação, calçados e até mesmo tecnologia da informação. “Estamos acompanhando o surgimento de multinacionais neste segmento, e o mundo quer alternativas aos indianos”, disse o empresário.
“Nosso país hoje está nas melhores condições entre os emergentes para sair fortalecido da crise. Quando ela passar, teremos condições de estar entre os primeiros do mundo. É preciso apenas reunir três fatores fundamentais: oportunidade, preparo e ousadia, vontade de fazer as coisas acontecerem”, explicou Furlan durante sua apresentação.
O ex-ministro destacou ainda que as vendas da Sadia cresceram 10% no primeiro trimestre do ano, apesar da crise, o que prova a capacidade do país de encontrar saídas para crescer, mesmo nas adversidades. “Nós temos hoje um classe média equivalente a 52% da população que vai lutar para não perder a posição. Nosso mercado interno e nossa economia diversificada, além dos programas sociais, são variáveis que estão fazendo a diferença, nos colocando em situação mais confortável que os demais países.”
Furlan defendeu a redução da burocracia como o fator mais urgente para ajudar os empresários brasileiros a crescer neste momento. “Atualmente perdemos cerca de 5% do PIB todos os anos com demoras, entraves, despachantes, custos de intermediação. É como andar vários quilômetros com uma mochila de 20 quilos nas costas. Quando tirarmos esse peso, imagine o quanto poderíamos andar mais do que fazemos hoje”, destacou.
Ao ser questionado sobre um suposto quadro de hostilidade que vem sendo enfrentado pelas multinacionais brasileiras que atuam em países da América do Sul, Furlan foi taxativo: a projeção das empresas brasileiras no exterior incomoda os concorrentes locais, e isso não pode ser motivo para recuar. “Temos que nos acostumar com esse tipo de jogo. Passou-se o tempo em que éramos coitadinhos. Não podemos ter medo do risco.”
O workshop JLIDE foi comandado pelo presidente do LIDE, João Doria Jr. Também participaram da reunião a presidente do LIDEM – Grupo de Mulheres Líderes Empresariais, Sylvia Coutinho, e do LIDE-EDH, Osmar Zogbi, além do presidente do JLIDE, André Martins.
Sobre o JLIDE: O Grupo de Jovens Líderes Empresariais é formado por executivos e empreendedores, com até 40 anos, que ocupam posição de liderança em empresas associadas ao LIDE – Grupo de Líderes Empresariais. Atualmente, 53 empresas participam da associação do JLIDE.
30/03/2009 - "Michel Temer aposta na retomada das discussões sobre reformas tributárias e política.
MICHEL TEMER APOSTA NA RETOMADA DAS DISCUSSÕES SOBRE REFORMAS TRIBUTÁRIA E POLÍTICA
Presidente do Congresso se reuniu em São Paulo com 302 empresários associados ao LIDE
São Paulo, 30 de março de 2009 – O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, disse hoje, durante ALMOÇO-DEBATE promovido pelo LIDE, em São Paulo, que vai retomar as discussões em torno das reformas tributária e política assim que a questão das medidas provisórias deixar de trancar a pauta do Legislativo. Temer vai se reunir amanhã (31) em Brasília com líderes partidários para começar a trabalhar a partir da liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a pauta do plenário de trancamento por medidas provisórias não analisadas dentro do prazo de 45 dias.
Na semana passada, o ministro do STF Celso de Mello, manteve a decisão de Temer de manter ativos os trabalhos do Congresso mesmo quando a pauta estiver trancada por MPs. “A decisão do ministro Celso de Mello enfatizou o acerto da nossa convicção a respeito do assunto. A competência extraordinária concedida ao poder Executivo – no caso, o poder de editar MPs - não pode servir de molde para paralisar o Legislativo”, afirmou Temer durante sua apresentação, cujo tema foi “Autonomia do Congresso e Respeito aos Poderes”.
“Criamos um Estado em que o Executivo é mais significativo politicamente e maior juridicamente do que o Legislativo e o Judiciário. Com uma única medida provisória, era possível paralisar inteiramente a atividade de outro poder”, explicou Temer. Atualmente, afirmou o presidente do Congresso, há nove medidas provisórias trancando a pauta dos trabalhos. “Só conseguiremos tratar das matérias que interessam ao País a partir de junho. Isso se o Senado não devolver as MPs à Câmara com emendas. Ou seja, conseguiríamos trabalhar efetivamente em agosto, na melhor das hipóteses. Não considerando, é claro, a possibilidade de uma nova MP ser for enviada ao Congresso.”
A decisão de Temer se baseou numa interpretação da Constituição, na qual as medidas provisórias só poderiam versar sobre assuntos a serem tratados através de leis ordinárias. “Ou seja, elas só poderiam trancar a pauta das leis que sejam objeto de matéria ordinária. Portanto, os demais assuntos estariam todos liberados para serem discutidos e votados. Essa exceção atual, essa capacidade do Executivo de legislar através de medidas provisórias, seria uma interpretação ampliativa da lei, e não restritiva, como deveria ser”, explicou o deputado do PMDB.
Temer também defendeu o papel do Legislativo como força maior da democracia. “Se fizessem uma pesquisa com a sociedade, talvez 80% das pessoas entrevistadas respondam que o Legislativo é desnecessário, que pode ser fechado. Mas um Legislativo fechado é autoritarismo. Não convive com uma sociedade multifacetada e com representações variadas”, acrescentou, explicando que a interpretação do STF sobre as medidas provisórias é o primeiro passo para reverter o processo histórico de centralização de poderes no Executivo.
O encontro com Temer foi realizado no hotel Renaissance, em São Paulo.
Pesquisa: O índice LIDE-FGV de Clima Empresarial, divulgado hoje durante o ALMOÇO-DEBATE com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, apontou que 22% dos 302 empresários que participaram do evento pretendem contratar mais funcionários, enquanto 58% pretendem manter o atual nível de emprego e outros 20% planejam reduzir seus quadros. A pesquisa mostrou também que a carga tributária ainda é o principal entrave para o crescimento das empresas: 50% dos entrevistados apontaram este item como obstáculo ao desenvolvimento. Outros 30% citaram a queda na demanda, contra 11% que apontaram o cenário político e 9% que acreditam que a taxa de juros é o principal vilão.
O Índice LIDE-FGV de Clima empresarial ficou em 4,7, numa escala de zero a dez, contra 5,6 registrados na última pesquisa, realizada em dezembro de 2008.
Sobre Michel Temer: Com 68 anos, nascido na cidade de Tietê, no interior de São Paulo, Michel Temer é advogado pela Faculdade de Direito da USP, mestre e doutor pela Faculdade de Direito da PUC de São Paulo. É o atual presidente da Câmara dos Deputados, pelo terceiro mandato, tendo sido eleito para o biênio de 2009 a 2010. No PMDB, está licenciado da presidência do partido, onde atuou durante sete anos, e é deputado federal por São Paulo, no exercício do seu sexto mandato. Temer também foi candidato à vice-prefeito de São Paulo em 2004, na chapa de Luíza Erundina. Atuou como procurador do Estado de São Paulo, procurador-geral do Estado por duas vezes e secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Sobre o LIDE: Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente são 577 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
27/03/2009 - "Banco Central deve ser agressivo na redução de juros”, afirma Gustavo Loyola, durante encontro com executivos em São Paulo.
“BANCO CENTRAL DEVE SER AGRESSIVO NA REDUÇÃO DE JUROS”, AFIRMA GUSTAVO LOYOLA, DURANTE ENCONTRO COM EXECUTIVOS EM SÃO PAULO
Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, acaba de falar a cerca de 123 executivos associados ao LIDE – Grupo de Líderes Empresariais sobre Sustentabilidade Econômica. O encontro foi realizado no Hotel Intercontinental, em São Paulo. Na ocasião, Loyola se posicionou em relação ao cenário da crise econômica mundial, a estabilidade da economia brasileira e suas preocupações com a redução de juros e reformas políticas. Este evento antecipa a principal discussão do 8º Fórum Empresarial de Comandatuba, cujo tema será “Sustentabilidade Econômica e Sustentabilidade Ambiental”, que acontece entre 18 e 21 de abril, na Bahia.
“O Banco Central tem realizado um importante trabalho, porém precisa ser mais agressivo nas ações para a redução de juros”. Para ele, a crise externa passa pela resolução da crise bancária e da importância que os bancos têm dado ao ponto de liquidez. “Temos espaço para uma reação política monetária, por isso, vemos um bom cenário para o Brasil, com a reativação da economia no segundo semestre através da redução das taxas da Selic”, destaca o economista.
As perspectivas para a crise econômica mundial não são otimistas, mas a forma de gestão é fundamental neste processo. “O mundo não sairá rapidamente da crise, ela levará cerca de dois anos, daí teremos um encolhimento do PIB mundial entre 0,5% e 1%, sendo que a China manterá o equilíbrio da situação com seu crescimento previsto em 6,5% e 7%. Lembrando que a crise é agressiva nos países desenvolvidos e nem tanto nos emergentes”, afirma Loyola.
Loyola observa, ainda, que as empresas e os investidores têm demonstrado uma visão equivocada para a solução da crise, pois querem retornos de lucratividade, em curto prazo, e enxergam o Estado como porto seguro de assertividade. “Precisamos repensar os mecanismos e as atitudes durante a crise, o Estado precisa do apoio das empresas, pois também comete erros. Além disso, ao olharmos para o lucro em curto prazo, colocamos em risco empresas e o patrimônio dos investidores envolvidos. Essa postura coloca a sustentabilidade no segundo plano e isso é grave em tempos de crise”, analisa o economista.
No Brasil, a situação é favorável, por isso, Gustavo Loyola relembrou as ações que estruturaram a economia brasileira durante a sua gestão no Banco Central. “As mudanças institucionais que ocorreram nos últimos anos fortaleceram o que existe hoje. Ações como o Plano Real, as privatizações e medidas econômicas da área fiscal criaram um sistema sólido e capaz de absorver a crise”, descreve o economista.
A maior preocupação de Loyola atualmente é a preservação da responsabilidade fiscal do Brasil. Para ele, toda medida que implica em novos riscos para a área fiscal deve ser bem planejada. “Não podemos errar com políticas equivocadas na área fiscal, principalmente, pois temos uma reputação formada. Devemos relembrar que as reformas bem estruturadas são fundamentais e devem ser realizadas. Até hoje, essas iniciativas tem refletido, positivamente, no desempenho brasileiro para a superação de crises. Na minha visão, este é o retrato da sustentabilidade econômica brasileira”, finaliza.
Sobre Gustavo Loyola: economista brasileiro, graduado pela Universidade de Brasília, mestre e doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, e ex-presidente do Banco Central do Brasil, cargo que ocupou em dois períodos distintos. Loyola foi diretor operacional da Planibanc Corretora de Valores de novembro de 1987 a janeiro de 1989 e diretor-adjunto do Banco de Investimento Planibanc S.A. de fevereiro a outubro de 1989.
No Banco Central, exerceu o cargo de diretor de Normas do Mercado Financeiro e chefe do Departamento de Normas do Mercado de Capitais (1990-1992). Em seguida, se tornou presidente do Banco Central (novembro de 1992 a março de 1993), substituindo Francisco Roberto André Gros, pouco antes do Impeachment de Fernando Collor. Retornou ao cargo de presidente em junho de 1995, permanecendo até agosto de 1997, quando foi substituído por Gustavo Franco.
Sobre o LIDE: fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais tem cinco anos de atuação, registrando crescimento acima de 500%, num total de 574 empresas associadas, que representam 44% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no País, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários e ambientais.
16/02/2009 - "A Colômbia não é apenas um parceiro comercial, mas uma plataforma pra produzir", diz Álvaro Uribe.
“A COLÔMBIA NÃO É APENAS UM PARCEIRO COMERCIAL, MAS UMA PLATAFORMA PARA PRODUZIR”, DIZ ÁLVARO URIBE
Para o presidente colombiano, os investimentos brasileiros são direcionados à produção e não para criar especulação nos mercados.
São Paulo, 16 de fevereiro de 2009 – O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, defendeu hoje o estreitamento dos laços com o Brasil, mas não apenas no âmbito comercial. Ele convidou os empresários brasileiros presentes ao Almoço Empresarial promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), em São Paulo, a pensarem na Colômbia como boa plataforma para produzir. “Os investimentos brasileiros têm boa qualidade, pois são de longo prazo e direcionados à produção, e não para criar especulação nos mercados”, afirmou Uribe, que fez uma apresentação para 327 empresários associados ao LIDE sobre “Os Cenários da transformação econômica na Colômbia”.
O presidente colombiano destacou que o governo já dispõe de créditos para suprir os financiamentos necessários para 2009. “Estamos em busca de recursos para fazer o mesmo em 2010 e 2011”, afirmou Uribe, destacando oportunidades nas áreas de energia, educação e nas 45 zonas francas em todo o país. “Acreditamos que, quando esta crise terminar, teremos nos transformado em um dos maiores receptores mundiais de investimentos, uma vez que criamos um ambiente propício para isto e nossa legislação tributária é altamente competitiva”, acrescentou.
O presidente colombiano falou das mudanças estruturais que ocorreram em seu país desde o seu primeiro mandato e pontuou as reformas estruturais que virão – fim dos privilégios com aposentadorias e reforma trabalhista, redução de custos burocráticos, assim como as medidas a serem adotadas pelo governo para amenizar os impactos da crise financeira mundial. O pacote inclui investimentos de US$ 26 bilhões, dos quais US$ 15 bilhões virão do setor privado e outros US$ 11 bilhões do Estado. Esses valores serão investidos em energia, escolas, portos, aeroportos e na área social.
“O crescimento econômico da Colômbia nos últimos anos não se deu por conta do aumento de consumo, e sim do maior volume de investimentos no país”, explicou Uribe aos empresários. Assim como o Brasil, a Colômbia pretende se aprofundar no sistema de integração entre países e buscar novos acordos comerciais. Até o fim do seu mandato, Uribe espera que a Colômbia tenha acordos com pelo menos 45 países.
No final de sua apresentação, o presidente Colombiano destacou que o resultado do referendo na Venezuela, que deu ao presidente Hugo Chávez o direito à reeleição, foi um processo democrático. “Os países na América Latina não precisam se dividir entre governos estadistas ou neoliberais. Podemos chegar a um consenso”, avaliou.
Desde 2002, os investimentos estrangeiros na Colômbia subiram 323%. Atualmente, o ambiente de negócios no país ocupa a melhor classificação reconhecida pelo Banco Mundial, pois as reformas implementadas beneficiaram o mercado local.
Sobre o LIDE:
Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou cinco anos de atuação, registrando crescimento acima de 500%, num total de 574 empresas associadas, que representam 44% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no País, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários e ambientais.
13/09/2009 - Abílio Diniz defende queda na taxa de juros para recuperar confiança.
ABÍLIO DINIZ DEFENDE QUEDA NA TAXA DE JUROS PARA RECUPERAR CONFIANÇA
São Paulo, 13 de fevereiro de 2008 - O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, fez hoje um apelo pela queda da taxa de juros, como forma de fortalecer a economia do País e recuperar a confiança de consumidores e empresários. “Se o governo brasileiro tem a intenção de trocar a nossa demanda externa por consumo interno, de manter os investimentos, precisa ter coragem de baixar a taxa de juros”, afirmou o empresário durante seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) e Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), em São Paulo, sob o tema “O papel da livre iniciativa no combate à crise”.
No evento, no qual também participaram o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Abílio Diniz avaliou que a taxa real de juros pode ser uma arma para ajudar a economia brasileira a minimizar os efeitos da crise financeira internacional. “Temos espaço para isso, sem comprometer as taxas de inflação ou os nossos fundamentos macroeconômicos”, explicou o presidente do Pão de Açúcar.
Diniz também defendeu atitudes por parte do empresariado para minimizar o desemprego no momento de crise. “Das demissões que ocorreram recentemente, quantas são fruto da crise e quantas são ajustes necessários, que seriam feitas com crise ou sem crise?”, questionou. “Precisamos agir de forma a não cortarmos mais do que o necessário. Temos que ter confiança de que vamos sair mais rápido desta crise do que outros países, e que vamos atrair muitos investimentos.”
Diniz mandou um recado aos empresários: que assumam a responsabilidade pelas conseqüências da crise em seus respectivos negócios. “Dizem que essa crise não é nossa, que veio de outros mercados. Essa crise é nossa, sim. O setor financeiro teve sua parcela de responsabilidade, mas nós entramos na oportunidade. Havia uma crença no dinheiro fácil, rápido, com múltiplos muito altos. Agora, temos que ter a certeza de que, quando sairmos do outro lado, estaremos em um mundo mais sólido. E o Brasil será capaz de atrair muitos investimentos”, avaliou.
Sobre o LIDE:
Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente são 574 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
13/02/2009 - Mantega pede "ousadia" aos empresários e condena "alarmismo".
MANTEGA PEDE “OUSADIA” AOS EMPRESÁRIOS E CONDENA “ALARMISMO”
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje, durante seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), em São Paulo, que um dos pontos mais importantes da crise financeira é conter o alarmismo de empresários e consumidores. “Estamos vendo situações que acontecem em outros países e assumindo como se fossem nossas. Não podemos importar esses sentimentos. Muito pelo contrário, o momento é de ousadia”, afirmou o ministro, durante sua apresentação no seminário “O papel da livre iniciativa no combate à crise”, do qual também participou o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) e o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz.
“Se não adotarmos essas atitudes, vamos perder as oportunidades de negócios que aparecem com a crise”, explicou o ministro. “Quando sairmos deste cenário, o Brasil será um dos principais alvos mundiais de investimentos externos. Quem tiver atualmente essa atitude de ousadia, certamente estará melhor preparado para o ciclo de expansão que virá”, acrescentou, ao afirmar que é importante o papel do empresariado brasileiro em não deixar a economia acelerar.
Mantega também garantiu que o Brasil vai encerrar o ano de 2009 com crescimento econômico, ainda que não tenha mensurado o desempenho do País. “Acredito que o pior da crise já passou. Se não acontecer nenhuma catástrofe, a partir do segundo semestre a economia já dará sinais de aceleração”, garantiu.
Durante sua apresentação no seminário, Mantega mostrou aos empresários presentes um quadro positivo da situação brasileira frente à crise. “O Brasil construiu um mercado interno forte. Antes da crise, ele crescia a 14% ao ano. Agora, caiu para 10,9%. Ou seja, ainda continuamos com crescimento no consumo”, afirmou o ministro, destacando que nos mercados internacionais, ao contrário, a queda chegou a 45%.
“Nos últimos anos criamos condições para um crescimento robusto da economia: geramos empregos, aumentamos os investimentos, esticamos a base de crédito, mantivemos os programas sociais, assim como a solidez fiscal. Justamente por isso há uma confiança muito grande no exterior sobre o que estamos fazendo. Enquanto os países desenvolvidos devem registrar recessão este ano, nós vamos crescer.”
Mantega projetou um crescimento na taxa de investimentos em produção no Brasil em 2008 de 14%. Apesar da crise, que chegou ao País em meados de setembro do ano passado, esse aumento será maior que o registrado em 2007, de 13,6%. “Esse foi o resultado de nosso pacto produtivo, estimulado pela expansão do mercado de massa, a nossa nova classe média”, explicou.
Sobre o LIDE:
Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente são 574 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
13/02/2009 - Mercadante fala em “choque de liquidez” para blindar economia.
MERCADANTE FALA EM “CHOQUE DE LIQUIDEZ” PARA BLINDAR ECONOMIA
São Paulo, 13 de fevereiro de 2008 - Para proteger ainda mais a economia brasileira contra os efeitos da crise financeira, o senador Aloizio Mercadante sugeriu hoje um “choque de liquidez”. Durante exposição no seminário “O papel da livre iniciativa no combate à crise”, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) e pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Mercadante afirmou que o Brasil ainda dispõe de “muita gordura para queimar” e pode se fortalecer ainda mais diante do cenário econômico mundial.
“Podemos aumentar os investimentos públicos, desonerar o setor privado, fortalecer pequenos e médios bancos, liberar mais recursos para a economia através do depósito compulsório, reduzir os custos financeiros e até mesmo de reduzir a taxa de juros, uma vez que a inflação está no chão”, explicou o senador, acrescentando que a situação da economia brasileira está muito melhor do que a de diversos países desenvolvidos e emergentes, mas mesmo assim a percepção de empresários e consumidores não reflete esta realidade.
“Não temos crise de solvência, nosso mercado respondeu bem à crise. Tivemos uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) menor do que as maiores economias do mundo. Durante todo esse tempo, fomos previdentes. Criamos linhas de defesa sólidas contra crises. Tanto é que ela chegou ao Brasil depois de ter atingido os principais mercados do mundo, e ainda assim de forma mais amena”, disse Mercadante.
O senador destacou também que, mesmo em período de crise, o Brasil conseguiu reduzir o seu endividamento. Entre 2008 e 2007, a dívida pública caiu de 52,2% para 36% do PIB. Além disso, Mercadante afirmou que a dívida externa hoje está em torno de 17% do PIB, um índice facilmente administrável em períodos de turbulência, ainda mais, considerando-se as elevadas reservas cambiais do País.
Mercadante também defendeu a aprovação do projeto de lei que cria o Cadastro Positivo, um sistema que facilitaria o acesso das empresas ao crédito bancário, além da desoneração da folha de pagamento das empresas e a reativação de câmaras setoriais, de forma a desenvolver políticas específicas e agir com mais rapidez, de acordo com a sensibilidade de cada setor da economia brasileira.
Também participaram do seminário LIDE/ABAP o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz. O seminário foi mediado pelo presidente do LIDE, João Doria Jr.
Sobre o LIDE:
Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente são 574 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
11/11/2008- Seminário LIDE/ABAB com o presidente do Conselho da Gerdau, Jorge Gerdau; com a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
“CADA PAÍS ADOTA AS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA O SEU PROBLEMA”
A afirmação foi de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, durante o seminário “Atitudes positivas para enfrentar a crise”, realizado hoje em São Paulo
Anexa pesquisa Índice LIDE – FGV de Clima Empresarial
São Paulo, 11 de novembro de 2008 - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, falou há pouco para 305 presidentes de empresas nacionais e multinacionais filiadas ao LIDE – Grupo de Líderes Empresariais. Meirelles destacou a origem da crise financeira internacional, comparou-a a outras similares – como a de 1929 – e destacou as ações que vêm sendo adotadas pelo mundo, em diferentes países, para minimizar os seus efeitos. “O programa mais completo contra a crise, por exemplo, foi o da Inglaterra”, disse.
Em sua apresentação, Meirelles destacou que cada país sofre de um problema diferente em função da crise e, portanto, são necessárias medidas diferentes. O presidente do Banco Central exemplificou o caso da China, que anunciou um pacote de medidas para elevar o seu consumo interno, como estratégia de compensar as vendas menores de sua indústria para o mercado externo. “No Brasil, por exemplo, ainda não há problema de consumo”, explicou.
Os comentários fizeram parte da palestra do presidente do Banco Central no seminário “Atitudes positivas para enfrentar a crise”, realizado pelo LIDE e pela ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade, no Hotel Caesar Park Faria Lima, em São Paulo (SP). Meirelles abriu o terceiro e último painel do evento, que já teve apresentações de Jorge Gerdau, presidente do Grupo Gerdau, e Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, além de intervenções de personalidades importantes do cenário econômico e político do País, como o senador Aloizio Mercadante.
Questionado sobre uma possível redução na taxa de juros no Brasil, como já acontece em outros países, Meirelles fez novas comparações, mostrando que existem países como a Hungria onde a taxa de juros subiu, e não sinalizou qualquer tendência para a próxima reunião do Copom. “O que podemos dizer é que estamos trabalhando sério. Tomaremos as medidas mais adequadas para o País”, finalizou.
Índice Lide-FGV
No encontro de hoje no Hotel Caesar Park Faria Lima foi divulgado, ainda, o Índice LIDE – FGV de Clima Empresarial, realizado mensalmente com os presidentes de empresas presentes no evento. Segundo este trabalho, para 67% dos entrevistados, a principal preocupação da sua empresa, hoje, está relacionada com redução na oferta de crédito – esse índice era de 36% em outubro. Por outro lado, 70% dos executivos pesquisados afirmaram que os empregos em suas empresas serão mantidos (contra 64% de outubro) e outros 15% ainda pretendem ampliar seu quadro de funcionários.
Para 60% dos empresários entrevistados, os planos de investimentos de sua empresa estão sendo mantidos (eram 66% em outubro), enquanto 17% afirmaram que pretendem ampliar os investimentos (em outubro, o percentual era de 12%). 58% dos executivos também afirmou que a rentabilidade da sua empresa será mantida (contra 46% no mês passado), enquanto 15% esperam que ela aumente (12% em outubro).
11/11/2008- Seminário LIDE/ABAB com o presidente do Conselho da Gerdau, Jorge Gerdau; com a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
PRESIDENTE DO MAGAZINE LUIZA COBRA REFORMA TRABALHISTA DO SENADOR MERCADANTE
Luiza Helena Trajano participou há pouco do seminário “Atitudes positivas para enfrentar a crise”
São Paulo, 11 de novembro de 2008 - A presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, cobrou do senador Aloizio Mercadante (PT) uma Reforma Trabalhista para o País, aproveitando as discussões que envolvem as atitudes que devem ser tomadas diante da crise econômica internacional. “Se vocês (referindo-se ao Partido dos Trabalhadores) não fizerem isso, ninguém fará, pois muitos sindicatos gostam do seu partido”, afirmou a executiva para Mercadante diante de uma platéia com cerca de 305 presidentes de empresas nacionais e multinacionais filiadas ao LIDE – Grupo de Líderes Empresarias.
A afirmação fez parte da palestra de Luiza Helena no seminário “Atitudes positivas para enfrentar a crise”, realizado pelo LIDE e pela ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade, no Hotel Caesar Park Faria Lima, em São Paulo (SP). A apresentação dela abriu o segundo painel do evento, que contará ainda com palestra de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central (terceiro painel, às 13h00).
De acordo com a presidente do Magazine Luiza, é preciso reformar a legislação trabalhista atual, criada nos anos 60, que “incentiva a informalidade e dificulta a produção”. O senador Mercadante concordou com Luiza Helena: “Temos que nos ajustar e avançar numa relação de trabalho mais moderna. Está na hora de ter mais atitude e quebrar paradigmas para sair da crise melhor”.
11/11/2008- Seminário LIDE/ABAB com o presidente do Conselho da Gerdau, Jorge Gerdau; com a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
"JORGE GERDAU CRITICA ATUAÇÃO DO GOVERNO DURANTE A CRISE"
Presidente do Conselho do Grupo Gerdau abriu, hoje pela manhã, o seminário “Atitudes positivas para enfrentar a crise” criticando a atitude do governo; senador Aloizio Mercadante defendeu investimentos do Governo Federal
São Paulo, 11 de novembro de 2008 - O presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, criticou há pouco a atitude dos governos federal, estadual e municipal no Brasil durante a crise econômica internacional. “Não consigo entender o que acontece no Governo. O setor privado tem feito um esforço muito grande hoje, tem gente até perdendo emprego. Enquanto isso, no governo existe até greve fazendo pressão”, ressalta o empresário.
A afirmação fez parte da palestra de Gerdau no seminário “Atitudes positivas para enfrentar a crise”, realizado pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e pela ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade, no Hotel Caesar Park Faria Lima, em São Paulo (SP). A apresentação de Gerdau abriu o primeiro painel do evento, que contará ainda com palestras de Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza (segundo painel, a partir das 10h30), e de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central (terceiro painel, às 13h00).
Em sua apresentação, o presidente do Grupo Gerdau citou como exemplo o fato do PIB brasileiro ser formado 40% pelo setor público e 60% pela área privada e, mesmo assim, existir uma diferença tão acentuada de gestão entre as duas esferas num momento de crise mundial como este. “Não posso aceitar isso”, alfinetou, acrescentando que não há governança corporativa no setor público. “A crise energética, por exemplo, foi causada por falta de governança. Temos que atacar este tema com conceitos modernos de gestão”.
Para Gerdau, há apenas uma exceção na administração pública brasileira: o governo estadual do Espírito Santo. “Eles baixaram um pacote de medidas preparando-se para a crise”, afirmou, comparando a iniciativa à prática verificada no setor privado. “O que não pode é o setor privado agir de um jeito e o governo de outro”, concluiu.
MERCADANTE DEFENDE INVESTIMENTOS DO GOVERNO
O senador Aloizio Mercadante participou deste primeiro painel e fez uma rápida apresentação, na qual avaliou a postura e as medidas do Governo Federal durante a crise. “Esta é a maior crise da minha geração. Único parâmetro que temos foi a crise de 1929, que trouxe grandes transformações históricas, como a industrialização do Brasil”, afirmou o senador. Para ele, mais uma vez,”nós somos parte daqueles que vamos crescer no ambiente da crise”.
Em sua exposição, o senador concordou com Gerdau ao abordar a questão da qualidade e controle dos gastos públicos, mas defendeu o investimento. “Para sair da crise, o Brasil tem que investir. O PAC (Programa de Aceleração da Economia) não vai parar. Nosso cenário é diferente de outros países. Não devemos importar insegurança, pois nunca tivemos um futuro tão promissor como podemos ter após esta crise”, disse Mercadante. O discurso do senador recebeu apoio do presidente do Grupo Gerdau. “Aumentar investimentos é peça-chave. Temos oportunidade de ocupar espaço com a crise”, comentou.
29/09/2008 Almoço-Debate com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung
"SEREMOS O MAIOR FORNECEDOR INTERNO DE GÁS EM 2009”
O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), afirmou há pouco, durante palestra para 302 empresários, que o seu estado será o maior fornecedor interno de gás já em 2009
Paulo Hartung (PMDB), governador do Espírito Santo, avaliou há pouco o impacto positivo do petróleo e de seus derivados na economia do seu estado. Segundo ele, a partir do segundo semestre do próximo ano, o Espírito Santo já estará produzido cerca de 20 milhões de m3 de gás – o suficiente para posicionar a região como a maior fornecedora interna de gás no Brasil. As declarações aconteceram durante Almoço-Debate LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, realizado no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP).
Em 2008, segundo Hartung, o estado do Espírito Santo deverá receber da União uma quantia recorde, referente ao pagamento de royalties pela exploração de petróleo em seu território. Serão R$ 152 milhões, o equivalente a 1,65% da receita anual do estado – que chegará a R$ 9 bilhões em 2008. “Não é um valor significativo comparando-se à receita total do estado”, diz ele. De acordo com o governador, o dinheiro está sendo investido em ações que contribuam para que, no futuro, o estado tenha uma economia mais rica e diversificada.
“Com as últimas descobertas, passamos a ter uma produção de petróleo bastante diversificada em terra e em mar. Mas isso é passageiro, poder durar 30, 40 ou 50 anos, mas vai acabar. A produção atual é uma janela de oportunidade que temos de aproveitar para desenvolver a economia do estado”, explicou Hartung.
Sobre Paulo Hartung
57 anos, natural do município de Guaçuí - ES, economista formado pela universidade Federal do Espírito (UFES), é o atual governador do Estado do Espírito Santo, reeleito com a maior votação do País, cerca de 77,27% dos votos válidos, em 2006. Foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa. Em 1991, elegeu-se deputado federal, tendo sido vice-líder do deputado José Serra na Câmara e membro da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional.
Atuou na prefeitura de Vitória, capital do Espírito Santo, de 1993 a 1996. Em junho de 1997, foi nomeado pelo Presidente da República para o cargo de Diretor de Desenvolvimento Regional e Social do BNDES, permanecendo até março de 1998 em virtude das eleições. Em 1998, foi eleito Senador com a maior votação do Estado até então: mais de 785 mil votos. Foi eleito Governador do Estado do Espírito Santo, em 1º turno, no dia 06 de outubro de 2002, com 820.949 votos.
Índice Lide-FGV
No encontro de hoje no Renaissance São Paulo Hotel foi divulgado, ainda, o Índice LIDE – FGV de Clima Empresarial, realizado mensalmente com os presidentes de empresas presentes no evento. Os resultados foram divulgados por Fernando Meirelles, da FGV, logo após o almoço. Questionados sobre a eficiência do Governo, os presentes deram nota 6,3 à administração municipal da capital paulista (contra um índice de 6,1 apontado no Almoço-Debate de agosto), 6,2 ao Governo Estadual de São Paulo (5,9 no mês passado) e 4,9 ao Governo Federal (4,5 em agosto).
Os líderes participantes também foram consultados sobre a situação dos negócios em suas empresas. 41% deles afirmaram que pretendem ampliar o nível de empregos em sua companhia, enquanto 54% pretendem manter o quadro de funcionários atual e 5% têm planos de demitir pessoal. Em agosto, 53% dos presentes afirmaram que pretendiam contratar mais gente em sua empresa. Com base nos resultados obtidos, foi gerado o Índice LIDE – FGV de Clima Empresarial, representado por uma nota de 0 a 10. A nota obtida hoje foi 6,3, pouco inferior aos 6,6 atingidos em agosto.
Sobre o LIDE
Fundado em junho em 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais completou cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%, num total de 504 empresas associadas, que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
Classe empresarial se divide entre Alckmin e Kassab para prefeito
Durante o Almoço-Debate LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, realizado há pouco no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP), os 302 presidentes de empresas nacionais e multinacionais presentes foram consultados sobre a eleição municipal em São Paulo e 48% deles afirmaram que votarão em Geraldo Alckmin para prefeito da capital, contra 45% em Gilberto Kassab e 4% em Marta Suplicy. No entanto, ao responder quem eles entendem que vai vencer o pleito municipal, 61% afirmaram que a vitória será do atual prefeito, Gilberto Kassab, ficando Alckmin em segundo lugar com 21% e Marta em terceiro com 16%. A pesquisa foi apresentada pelo professor Fernando Meirelles, da Fundação Getúlio Vargas.
25/08/2008- Almoço-Debate com o presidente do Congresso Nacional, Garibaldi Alves
"O PODER LEGISTATIVO NÃO ESTÁ LEGISLANDO COMO DEVIA"
O anúncio foi feito há pouco pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante Almoço-Debate do LIDE para mais de 300 presidentes de empresas
O senador Garibaldi Alves, presidente do Congresso Nacional, fez há pouco duras críticas à atuação do Poder Legislativo e ao número excessivo de Medidas Provisórias editadas pelo Poder Executivo.
O senador Garibaldi Alves, presidente do Congresso Nacional, acaba de fazer duras críticas à omissão do Poder Legislativo no Brasil, que “não está legislando como devia” e também acusou o Governo Federal de “legislar e executar, não permitindo ao poder que devia legislar, legislar”. As declarações aconteceram durante Almoço-Debate LIDE para 302 presidentes de empresas nacionais e multinacionais filiadas ao LIDE – Grupo de Líderes Empresarias, realizado no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP).
Para o senador, também o Poder Judiciário “resolve legislar aqui e acolá, entrando neste vácuo deixado pelo Legislativo. Em política, não pode haver vácuo”, reclamou. Garibaldi citou como exemplo seis Medidas Provisórias que aguardam votação dos parlamentares. “A pauta está trancada. Até essas MPs serem votadas, nada poderá ser”, afirmou.
Segundo Garibaldi, há um excesso de MPs sendo utilizada hoje em dia pelo Governo Federal. O ex-governador Franco Montoro governou quatro anos sem usar uma Medida Provisória. “O Serra também está governando sem precisar de MPs”, exemplificou, comparando as MPs aos decretos-lei criados pelo militares durante a ditadura.
“Nunca vi nada mais esdrúxulo que um instrumento autoritário como os decretos-leis pudessem ser comparados a algo desenvolvido na democracia. Os decretos-leis eram até mais modestos, pois diziam que só podia ser aplicado em quatro casos, enquanto as MPs ocorrem em qualquer situação”, explicou o senador.
“É uma situação inaceitável, estamos agredindo nossa constituição, ferindo o que ela tem de maior, que é a representação popular. As MPs deveriam acontecer somente quando elas foram realmente urgentes”, finalizou o presidente do Congresso.
30/06/2008 - Almoço-Debate com ministro de Minas e Energia, Edison Lobão
"GOVERNO CRIA GRUPO PARA AVALIAR LEI DO PETRÓLEO E PROPOR MUDANÇAS"
O anúncio foi feito há pouco pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante Almoço-Debate do LIDE para mais de 300 presidentes de empresas
São Paulo, 30 de junho de 2008 - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acaba de confirmar que o Governo Federal pretende propor mudanças na atual Lei do Petróleo. De acordo com ele, foi formado um grupo de estudo dentro do Ministério das Minas e Energia especialmente para avaliar esta lei em outros países e sugerir alterações na legislação brasileira. “Temos de atualizar a Lei do Petróleo. Todas as sugestões serão bem-vindas”, afirmou Lobão, sem revelar possíveis mudanças que poderão ser propostas. “Vamos esperar a conclusão deste estudo”, finalizou.
A declaração aconteceu durante Almoço-Debate para mais de 300 presidentes de empresas nacionais e multinacionais filiadas ao LIDE – Grupo de Líderes Empresarias, realizado no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP). Na oportunidade, Lobão também anunciou que o Governo Federal estuda criar incentivos para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil.
Lobão revelou também que o Governo Federal vai organizar um leilão específico para energia eólica no primeiro semestre do próximo ano. “Muitos países estão apostando nesta tecnologia, como Holanda e Alemanha. A energia eólica não é fácil de produzir, mas temos esperança que possamos caminhar fortemente nesta direção”, afirmou.
O ministro citou como exemplo um projeto preliminar apresentado recentemente ao Governo, pela iniciativa privada, que prevê a produção de 4.000 megawatts de energia eólica no Nordeste. “É um projeto perfeitamente viável”, avalia Lobão.
Sobre o LIDE:
Fundado em junho em 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais completou cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%, num total de 500 empresas associadas, que representam 43% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.
26/05/2008 - Almoço-Debate com ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes
"CARNE BRASILEIRA É LIBERADA PARA CONSUMO MUNDIAL"
O anúncio foi feito há pouco pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, durante Almoço-Debate LIDE para 250 presidentes de empresas
São Paulo, 26 de maio de 2008 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acaba de anunciar que a Organização Internacional de Saúde Animal, sediada em Paris, liberou a comercialização de carne brasileira em nível mundial. Todos os Estados receberam o sinal verde da entidade, com exceção do Mato Grosso do Sul, que ainda apresenta problemas de febre aftosa em seu rebanho. De acordo com Stephanes, o Brasil só deve comemorar agora, pois o comércio internacional abriu novamente as portas ao País.
Esta declaração aconteceu durante Almoço-Debate para mais de 250 presidentes de empresas nacionais e multinacionais filiadas ao LIDE – Grupo de Líderes Empresarias, realizado no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP). Na oportunidade, Stephanes também ressaltou um amplo zoneamento para o plantio da cana de açúcar, que será finalizado em julho. Este trabalho mostrará onde pode ser plantada cana em relação a clima e variedade, onde não se quer plantar cana e onde o País quer plantar para expansão do cultivo.
Em sua apresentação, o ministro ainda reforçou o papel de destaque que a agricultura ganhou no cenário econômico mundial nos últimos anos, posicionando o Brasil como um dos países com maior eficiência no setor no planeta. Um dos fatores decisivos para elevar a importância da agricultura, segundo Stephanes, foi o crescimento econômico mundial por um tempo tão longo e a níveis tão elevados, além da perspectiva de mais crescimento por 10 a 15 anos.
“Esse quadro elevou o poder aquisitivo de muitas populações e aumentou o consumo”, disse ele. “Nos últimos anos, o mundo estava comendo estoques de alimentos agrícolas”, acrescentou. O ministro também destacou o impacto da produção de energia limpa na agricultura. “Não há dúvidas, por exemplo, que o uso do milho na produção de etanol nos Estados Unidos provoca um impacto no setor”.
12/08/2008 - Seminário LIDE sobre Sustentabilidade com ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan
"FURLAN DEFENDE A SUSTENTABILIDADE COMO NOVO MODELO EMPRESARIAL RESPONSÁVEL"
O ex-ministro elogiou o governo Lula e a ex-ministra Marina Silva, pelo trabalho desenvolvido em prol da Sustentabilidade no Brasil
São Paulo, 12 de agosto de 2008 - Luiz Fernando Furlan, presidente do Conselho da Fundação Amazônia Sustentável e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, defendeu hoje, em São Paulo, a necessidade da adoção de um novo paradigma de desenvolvimento, não só pelas empresas como também pelos governos, Terceiro Setor e institutos de ensino e pesquisa. Furlan foi o convidado especial do 14º Seminário LIDE “Sustentabilidade: Crescimento Econômico com Respeito Ambiental”, que aconteceu no hotel Caesar Park Faria Lima, e reuniu mais de 200 empresários associados ao Grupo.
“Os princípios de sustentabilidade já estão se movendo para o eixo das decisões estratégicas dos negócios nas grandes empresas, mas não tão rapidamente como deveria ser. Frente à realidade socioambiental planetária deste século, é impositiva uma mudança de modelo de desenvolvimento”, analisa o ex-ministro.
Para Furlan, o lucro a qualquer custo já não tem mais lugar atualmente, pois a ação do homem sobre o planeta tem causado danos irreparáveis para as futuras gerações, com prejuízos que remontam a trilhões de dólares. Segundo dados do Relatório Stern, de 2006, os prejuízos causados pelas alterações climáticas nos próximos 50 anos podem chegar a US$ 7 trilhões
Partindo do modelo desenvolvimentista brasileiro dos anos 70, que gerou industrialização e devastação indiscriminadas em prol do crescimento, Furlan mostrou a evolução, por décadas, dos eventos que levaram ao conceito de crescimento sustentável de hoje, sobretudo em função do processo de mudanças climáticas instalado no planeta, com conseqüências desastrosas.
O ex-ministro também elogiou o governo Lula e a ex-ministra Marina Silva pelo trabalho desenvolvido em prol da sustentabilidade no Brasil e disse que “todos nós podemos fazer um pouco. O Brasil já é um ótimo exemplo de reciclagem para o mundo”.
A Fundação Amazonas Sustentável é uma instituição privada, sem fins lucrativos, de interesse público, não governamental e sem vínculos político-partidários. A instituição foi criada em 20 de dezembro de 2007, pelo Governo do Estado do Amazonas e pelo Banco Bradesco, e tem a missão de promover o desenvolvimento sustentável em unidades de conservação no Amazonas, visando a conservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais.
“Queremos reduzir o desmatamento, erradicar a pobreza, melhorar os indicadores sociais e gerar renda baseada em atividades sustentáveis dentro de unidades de conservação do Amazonas. A Fundação busca ainda aproximar empresas e instituições interessadas em colaborar com o desenvolvimento sustentável e a gestão de unidades de conservação do Estado do Amazonas, envolvendo cerca de 10 mil famílias”, complementa Furlan.
O LIDE adquiriu créditos de carbono para compensar a emissão de CO2 originadas pelo seu 14º Seminário. O Grupo vai cuidar para que a emissão de carbono seja compensada com medidas favoráveis ao meio ambiente. Através do programa EVENTO NEUTRO, será feita uma quantificação das emissões de gases estufa e definida uma forma de compensação ambiental, que pode ocorrer de várias formas: desde o plantio de árvores até a aquisição de créditos de carbono, que vêm de projetos de desenvolvimento limpo, tais como reflorestamento, energia renovável ou tratamento adequado de resíduos industriais ou sanitários.
ÍNDICE LIDE / FGV
A Pesquisa LIDE – FGV Sustentabilidade realizada hoje, durante o 14º Seminário LIDE, com 204 CEOs associados ao LIDE, apresentou que 70% das empresas presentes promovem ações para minimizar os impactos ambientais de sua atividade. Enquanto que 62% das empresas planejam a médio prazo controlar ou reduzir a emissão de gases de efeito estufa, como o CO2. A pesquisa foi conduzida pelo professor Fernando Meirelles, diretor da FGV-EAESP.